

Estude conosco!
Leia também
Você quer uma das 20 vagas de Procurador do Estado da Bahia, mas ainda não sabe o que já é oficial e o que é expectativa. Essa dúvida custa tempo de estudo. Reunimos abaixo apenas o que está documentado até agora e, principalmente, o que dá para fazer com essa informação.
Dados gerais
Item | Situação atual |
|---|---|
Status | Concurso autorizado; contratação da banca formalizada por dispensa de licitação |
Banca | FCC apontada como provável — o nome não consta no extrato publicado |
Vagas (Procurador) | 20 |
Remuneração inicial | Pode chegar a R$ 33,5 mil |
Jornada | 40 horas semanais |
Requisito | Bacharelado em Direito |
Último edital | 2013, organizado pelo Cebraspe |
Previsão de edital | 2026 |
Os dados acima mudam conforme o certame avança. O que está consolidado até aqui vem de atos oficiais, e é por eles que vale começar.
O que já está definido no concurso PGE BA
O governador Jerônimo Rodrigues autorizou a abertura do concurso público da Procuradoria-Geral do Estado da Bahia, com 20 vagas para Procurador do Estado.
O passo seguinte foi a publicação do Resumo da Dispensa de Licitação n.º 020/2026, pela Secretaria da Administração, no Diário Oficial do Estado. O objeto é a contratação de empresa especializada para organizar e realizar o concurso, com valor global de R$ 1.306.000,00, vigência de 12 meses e assinatura em 02/09/2026. Vale notar que o mesmo processo abrange três cargos: 20 vagas de Procurador, 65 de Analista de Procuradoria e 50 de Assistente de Procuradoria.
Antes disso, a Comissão do Concurso já havia sido designada pela Resolução CS nº 024, de 18 de novembro de 2025, do Conselho Superior da Procuradoria-Geral do Estado. Cabe a ela elaborar o edital e conduzir o procedimento, com participação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Bahia.
Por que ainda falamos em “banca provável”
O extrato da dispensa não traz o nome da instituição contratada. A Fundação Carlos Chagas aparece como provável escolhida segundo o processo interno, mas isso não é o mesmo que confirmação formal.
Essa distinção importa para o seu estudo. Cada banca tem estilo próprio de cobrança, e ajustar treino de questões a uma banca não confirmada é um risco desnecessário nesta fase. O caminho seguro agora é reforçar base doutrinária e legislação, deixando o ajuste fino de estilo para depois da publicação do edital.
A carreira de Procurador do Estado na Bahia
O requisito de ingresso é ser bacharel em Direito e ter completado, na data da nomeação, dois anos de conclusão do curso, comprovados por diploma registrado no MEC ou certidão da instituição de ensino.
Sobre a remuneração, é comum ver o número de R$ 33,5 mil circulando sem explicação. Ele não é o vencimento básico. No último edital publicado, o vencimento do Procurador foi de R$ 6.700,92, acrescido de vantagens próprias da carreira:
Gratificação Especial de Produtividade, de até 80% do vencimento básico da classe
Gratificação Especial de Desempenho, de até 80% do vencimento básico da classe
Adicional de Dedicação Exclusiva, de 80% do vencimento básico da classe
Todas seguem critérios e limites fixados em regulamento. Ou seja: o teto divulgado depende da composição integral dessas parcelas, e os valores da tabela vigente devem ser conferidos no edital quando publicado.
Leia mais: Como estudar para concurso: método, material e mentalidade
O que o último edital revela sobre a prova
O concurso anterior é de 2013, sob organização do Cebraspe, com 25 vagas para Procurador do Estado – 3.ª Classe, sendo 23 de ampla concorrência e 2 reservadas a candidatos com deficiência. Nada garante que o próximo edital repita esse desenho, mas ele é a melhor referência disponível hoje.
A prova objetiva teve 200 questões no formato certo ou errado, agrupadas por comandos, com a seguinte distribuição:
Bloco | Disciplinas | Questões |
|---|---|---|
I | Direito Administrativo e Constitucional | 45 |
II | Direito Civil, Empresarial e Processual Civil | 40 |
III | Direito Ambiental e Agrário | 35 |
IV | Direito Penal e Processual Penal | 20 |
V | Direito do Trabalho e Processual do Trabalho | 20 |
VI | Direito Tributário e Financeiro | 40 |
Foi eliminado quem obteve nota inferior a 60,00 pontos. Repare no peso combinado de Administrativo, Constitucional, Tributário e Financeiro: é o núcleo da atuação de um procurador estadual, e é onde o estudo precisa ter profundidade real, não apenas cobertura.
A fase prático-discursiva foi composta por três provas — P2, P3 e P4 —, cada uma valendo 100,00 pontos. P2 e P4 exigiram um parecer de até 120 linhas, mais três questões discursivas de até 30 linhas cada. P3 exigiu uma peça processual de até 120 linhas, também com três questões discursivas de 30 linhas.
Some as três provas e o quadro fica claro: duas peças de parecer, uma peça processual e nove questões discursivas. É aqui que a maioria dos candidatos perde o concurso, não na objetiva.
Por fim, a avaliação de títulos somou no máximo 30,00 pontos, com doutorado em Direito valendo 3,50, mestrado 1,75 e especialização de no mínimo 360 horas valendo 1,00 por certificado, até 2,00. Exercício de cargos como Magistratura, Ministério Público, Procuradorias e Defensoria pontuou 1,50 por ano, até 9,00.
Como se preparar para o concurso PGE BA Procurador
Seis blocos de matéria, prova discursiva pesada e edital ainda sem data definida formam um cenário em que o problema não é falta de tempo — é dispersão. Estudar tudo um pouco, sem sistema de retenção, é o que faz o candidato chegar à véspera revisando conteúdo que já tinha visto três vezes.
Na Escola Até a Aprovação, trabalhamos essa fase com três frentes conectadas.
A primeira é o Método das Duas Memórias, que combina memória visual e memória recente para que o conteúdo estudado no primeiro mês continue disponível no dia da prova. Em um certame com seis blocos e provas discursivas, retenção vale mais do que volume de horas.
A segunda são os Cadernos em Poesia, material que condensa o conteúdo em formato de fixação acelerada. Eles resolvem justamente o gargalo de quem precisa revisar Administrativo, Constitucional e Tributário em ciclo curto sem abrir mão da profundidade.
A terceira é o treino de parecer e peça processual. Escrever parecer não é escrever dissertação: exige estrutura, endereçamento e conclusão orientada à defesa do ente público. Esse é um treino que precisa começar antes do edital, porque não se desenvolve em oito semanas.
E quando o edital sair, os Módulos Sob Medida são atualizados conforme o conteúdo programático, sem custo extra. Você não precisa começar a estudar depois da publicação para estudar a coisa certa.
Comece agora, ajuste depois
O concurso PGE BA Procurador está em movimento: autorização dada, comissão designada, banca contratada. O que falta é o edital — e ele não vai esperar você organizar o método.
Você estuda todos os dias e não lembra do conteúdo na prova. Na maior parte das vezes, o problema não é você — é o caderno de estudos que está na sua frente.
Na Escola Até a Aprovação, partimos de um princípio simples: você não estuda uma matéria, você estuda um material. Se o material não foi construído para ser memorizado, nenhuma técnica compensa isso.
Por que o material decide o rendimento
Um método de estudo para concurso público se apoia em duas memórias: a visual, sendo a que responde na hora da prova, e a recente, mantida pela revisão.
As duas dependem do material.
Se o texto é prolixo, a marcação não tem o que enxugar. Se não é hierarquizado, a memória visual não tem estrutura para guardar. Se é longo demais, a revisão deixa de caber na rotina — ninguém revisa quinze páginas de texto corrido por tópico, ciclo após ciclo.
E, se o material não é atualizado, você acumula folhas avulsas de jurisprudência que nunca entram no estudo. O que não está no material base, na prática, não é estudado.
Os cinco critérios de um bom caderno de estudos
Antes de avaliar qualquer material, vale ter os critérios claros.
Critério | O que significa, na prática! |
|---|---|
Objetividade | Frases nas palavras exatas para a compreensão, sem rodeio |
Hierarquização | Você sempre sabe o que está dentro do quê, visualmente |
Fonte única | Lei, doutrina e jurisprudência no corpo do texto, não em três arquivos |
Remissões no ponto certo | O julgado aparece ao lado do tema, não em caderno separado |
Atualização contínua | Mudança legislativa entra no lugar exato do conteúdo |
Nenhum desses critérios é estético. Todos existem para reduzir o caminho entre a página e a sua memória.
O erro que atrasa preparações inteiras
Colecionar material é o oposto de estudar com método. Cada troca joga fora a intimidade construída e reinicia do zero o que já estava andando.
A fidelidade a um único caderno por disciplina cria uma espécie de “Ctrl+F mental”: na prova, você sabe onde a informação está porque passou por ela dezenas de vezes, sempre no mesmo formato.
Como os Cadernos em Poesia aplicam esses critérios
Os Cadernos em Poesia são o material base da Escola Até a Aprovação, construído para atender aos cinco critérios de uma vez.
Cada página é escrita com frases direcionadas, nas palavras exatas para a compreensão do conteúdo — enquanto um material convencional costuma trazer frases extensas e muitas vezes prolixas, que fazem você perder tempo com informação desnecessária.
A hierarquização já vem embutida. O trabalho visual que você teria de refazer em mapas mentais chega pronto.
Ao longo de todo o material, nossa equipe insere complementações e remissões que conectam lei e jurisprudência ao tópico estudado, com nota de rodapé para o julgado que não pode confundir o texto principal — incluindo o registro de correntes divergentes quando o tema é controverso.
E a atualização é contínua: legislação e jurisprudência relevantes entram periodicamente, no ponto certo do conteúdo.
O efeito prático é liberar sua energia para o que decide a prova: decorar o material, com a segurança de que o conteúdo importante está ali dentro.
Leia mais: Como estudar para concurso: método, material e mentalidade
Como usar o seu caderno
Ter o material certo é metade. A outra metade é o que você faz com ele.
Marque menos: se tudo é importante, nada é importante. Sinalize o que é regra, o que é exceção e o que traz informação nova. Avance sempre anotando onde parou — e, ao chegar na última página, volte à primeira. A revisão passa a ser cíclica por construção, e cada volta é mais rápida que a anterior.
Escolha um caderno e não troque mais
Se o seu material hoje é prolixo, desatualizado ou impossível de revisar, é ele que precisa mudar primeiro — antes do horário, antes do cronograma, antes da técnica.
As matrículas na Escola Até a Aprovação estão abertas. Conheça os Cadernos em Poesia e o Método Até a Aprovação.
Ler lei seca durante horas e não lembrar de nada depois não é falta de disciplina sua. É consequência direta de estudar um texto que nunca foi escrito para ser aprendido.
Eu nunca sentei para ler lei seca pura e simples na minha preparação. Não me lembro de ter passado dez minutos seguidos lendo um código como quem lê um livro. Ainda assim, na prova oral, eu citava artigo e citava súmula — e a banca perguntava como. A resposta é simples: eu decorava a lei ligada ao meu material, não como se fosse um quarto material solto na estante.
Neste texto, eu explico por que a leitura massiva de lei seca é a pior estratégia disponível para aprender o que a lei diz e o que fazer no lugar dela.
Por que a lei cai tanto — e por que isso não justifica ler lei seca
A objeção aparece sempre na mesma forma: cai muita letra de lei, logo é preciso ler muita lei. Estatísticas de banca costumam apontar alta incidência de literalidade em primeira fase, especialmente em carreiras jurídicas. Nada disso está errado.
O erro está na conclusão. Cair muita lei não significa que a melhor forma de aprender a lei seja lê-la crua.
A lei é fonte primária, não material didático
Na nossa tradição de civil law, a lei é de onde as normas surgem. É por isso que tudo desemboca nela: doutrina, jurisprudência e questão de prova partem do mesmo lugar. Não é que o examinador ame a lei — é que ela é a base de todo o resto.
Só que ser a base não a torna didática. A lei é feita de idas e vindas de tramitação, emendas e recortes. O caput muitas vezes não conversa com o parágrafo, o parágrafo não conversa com o inciso, e a exceção mora oitenta artigos adiante. Isso não é defeito de redação: é o que acontece quando um texto é escrito para regrar condutas, não para ensinar alguém.
“Ler a lei para fixar” não é revisão
A segunda justificativa mais comum é usar a lei como revisão do material base. Estuda-se pelo caderno, pela sinopse ou pelo manual e depois lê-se os artigos correspondentes “para fixar”.
Isso não é revisão. Memorizar é associar, e, quando você abre a lei em outro momento, você não está associando nada — está lendo um texto novo, com linguagem diferente, ordem diferente e recortes diferentes daquilo que estudou. Em vez de reforçar o que já estava na memória, você abre uma segunda frente e dificulta o próprio reconhecimento do conteúdo.
Leia mais: Como estudar para concurso: método, material e mentalidade
Os três problemas de ler lei seca do jeito que se ensina por aí
Antes de partir para a técnica, vale nomear com precisão o que dá errado. São três problemas distintos, e cada um pede uma correção diferente.
O primeiro é que ler lei seca é desnecessariamente desagradável. Não sou defensor de fugir do que é chato — cumprir dever chato é sinal de maturidade, e já falei sobre isso aqui. Mas existem chatices necessárias e chatices que só existem porque ninguém procurou um caminho melhor. Gastar horas de estudo em algo penoso quando há forma superior de aprender o mesmo conteúdo é desperdício, não virtude.
O segundo é que a lei entra na sua rotina como um corpo estranho. Aquele modelo de meia hora de lei, dez minutos de descanso, meia hora de caderno, dez minutos de descanso trata cada fonte como um bloco isolado. O resultado é um material desconectado de todos os outros — e memória não se constrói com informação solta.
O terceiro é o mais grave: você não retém. Enquanto lê, parece fazer sentido. Depois de vinte artigos, você já não sabe se leu aquilo agora ou na semana passada, nem consegue localizar onde estava. Sobra a sensação clássica de “eu lembro que tinha uma exceção, mas não lembro exceção a qual regra". Essa confusão é a prova de que a leitura não fixou com a clareza necessária.
O primeiro passo: procure a lei já mastigada
Antes de qualquer técnica, faça a pergunta mais econômica: existe algum material que parte dessa lei e a organiza para você?
Na esmagadora maioria dos casos, existe. As normas centrais já foram organizadas, comentadas e esquematizadas dezenas de vezes. Não faz sentido ler a Constituição, o Código Civil ou o Código Tributário crus quando alguém com autoridade já separou regra, exceção e divergência para você.
A hierarquia prática é esta, e vale seguir na ordem:
Material base próprio, hierarquizado e sintético — é por onde você estuda de fato.
Manual ou sinopse que trate daquele tema com os artigos incorporados ao texto.
Lei comentada ou esquematizada, quando o tema é de legislação especial.
Apostila razoável, se não houver nada melhor — ainda assim é mais didática que a lei crua.
A lei impressa e trabalhada por você, último recurso, do jeito que explico adiante.
Repare que a lei não desaparece dessa lista. Ela continua lá, apenas deixa de ser o ponto de partida. Quando você lê o trecho do seu material sobre um tema, pode abrir os artigos correspondentes uma vez, verificar se há algo relevante que ficou de fora e trazer essa informação para dentro do material base. O que você não faz é alternar entre material e lei indefinidamente, como se fossem dois cursos paralelos.
Essa lógica é a mesma que sustenta os Cadernos em Poesia: o trabalho de recortar, hierarquizar e marcar já vem pronto, para que o seu tempo seja gasto memorizando, não organizando.
E quanto a decorar número de artigo? Em regra, não faz falta. Saber que existe a regra e a exceção vale muito mais do que recitar numeração — que, na prova oral, ainda pode virar tiro no pé se você errar a referência.
Como estudar a lei seca quando não existe material facilitado
Há leis que ninguém organizou: normas administrativas específicas, legislação estadual, tratados, leis setoriais de baixa incidência. Aí não tem jeito — você vai ter que fazer o trabalho do professor. As cinco técnicas abaixo são exatamente esse trabalho.
1. Comece pelo índice
Toda lei, sobretudo os códigos, tem uma estrutura: livros, títulos, capítulos, seções. Antes de ler qualquer artigo, olhe esse índice. Se a lei não tiver, monte o seu: anote no começo quais faixas de artigos tratam de quais temas.
O índice funciona como a placa de shopping com a bolinha vermelha do “você está aqui”. Sem ela, você tem dois problemas ao mesmo tempo: não sabe onde está nem para onde vai. Com ela, você lê cada artigo sabendo dentro de que capítulo ele mora e o que vem depois. Por mais desorganizada que a lei seja, alguém tentou sistematizá-la — e enxergar essa tentativa dá uma visão de conjunto que muda a leitura.
2. Pare a cada artigo e force a memorização
Esta é a técnica que, sozinha, já justifica o texto inteiro. A cada artigo lido, pare. Pergunte: sobre o que este artigo trata? Qual é a regra aqui? Pode ou não pode? Como isso se aplica na prática?
Leitura corrida não memoriza. Você leu livros inteiros de ficção e não seria capaz de reproduzir um diálogo qualquer se eu abrisse a página. Ficou a ideia geral — e ideia geral não resolve questão de literalidade. Se você não se forçar a estruturar o que acabou de ler, o volume lido não vira nada.
3. Marque regra e exceção com critério
A lei é, no fundo, um conjunto de regras com exceções. Se você tiver uma cor para regra e outra para exceção, mais um símbolo que identifique cada uma, a revisão futura fica incomparavelmente mais rápida.
Vale usar colchetes no caput para delimitar a regra, numerar as exceções na margem, criar um sinal próprio para sub-regra. O critério é seu — o que não pode é marcar tudo, porque marcação sem critério não enxuga nada. Se você tem pena de rabiscar a própria lei, abra mão da pena: material de estudo é ferramenta, não relíquia. Essa é a mesma lógica de marcação que sustenta o Método das Duas Memórias.
4. Faça mini índices nos temas embolados
Quando um tema aparece picado — o artigo 1º trata dele, o artigo 3º volta ao assunto e o § 2º do artigo 5º acrescenta outra coisa —, escreva um mini índice ali mesmo, ao lado do título do capítulo.
Não é resumo em caderno à parte. É uma listinha na margem: artigo tal, tema tal; artigo tal, subtema tal. Ela serve para duas coisas. Primeiro, para você enxergar o que está dentro do quê. Segundo, para que na terceira ou quarta revisão você consiga revisar olhando só para o mini índice. Depois, esses mini índices podem ser consolidados no índice geral do começo da lei.
5. Faça remissões recíprocas
Sempre que perceber que um artigo conversa com outro lá na frente, anote a remissão nos dois sentidos: do artigo de trás para o da frente e do da frente para o de trás.
Isso resolve o problema estrutural da lei: exceções que não moram junto da regra. Se a exceção está a cinquenta artigos de distância e você não fez a ligação, o que vai faltar na prova é exatamente ela — porque é sempre a exceção esquecida que cai. Remissão é associação registrada no papel, e associação é o que produz memória.
Onde ler: impresso, e nunca no vade mecum de prova
Faltou definir o suporte, e ele importa mais do que parece.
Não estude lei em tela. No digital você não marca com critério, não faz mini índice na margem, não registra remissão — ou seja, perde as cinco técnicas acima de uma vez só. Áudio é pior ainda: ouvir leitura de lei enquanto dirige ou treina não permite a pausa e a reflexão que fazem o método funcionar. Sem pausa, não há memorização.
Também não estude pelo vade mecum. Ele existe para ser transportado e consultado, com letra pequena e coluna apertada — e, quando é permitido em prova, precisa estar limpo dentro dos critérios da banca. Um vade mecum todo pintado deixa de servir ao propósito para o qual foi comprado.
O caminho é o mais simples: imprima a lei, se quiser em duas páginas por folha, e trabalhe em cima do papel. Índice, pausa a cada artigo, cor para regra e exceção, mini índice e remissão. É assim que a lei deixa de ser um texto hostil e vira material de estudo.
O ponto que sustenta tudo isso
Nada do que descrevi aqui é exclusivo da lei seca. Índice, marcação com critério, associação e revisão sobre o mesmo material são o núcleo do jeito como eu estudei e do jeito como ensino a estudar.
A lei seca só parece um problema à parte porque quase ninguém aplica método a ela. Aplicado o método, ela vira o que sempre deveria ter sido: uma fonte a ser incorporada ao seu material base, não um martírio paralelo que consome horas e não deixa memória.
Se você quer parar de improvisar essa organização sozinho e estudar por um material que já chega hierarquizado, com marcação e ciclo de revisão embutidos, a matrícula na Escola Até a Aprovação está aberta. É o mesmo método, aplicado a todas as matérias do seu edital.
O edital PC PE Delegado ainda não foi publicado, mas o concurso deu um passo concreto: a comissão coordenadora já está formada. Se você acompanha a Polícia Civil de Pernambuco esperando o momento certo de começar, esse momento é agora — e não no dia da publicação. Reunimos abaixo o que já é oficial, o que ainda depende de confirmação e o que dá para estudar desde já.
Dados rápidos do concurso PC PE
Item | Situação |
|---|---|
Situação atual | Comissão coordenadora instituída |
Vagas — Delegado de Polícia | 45 |
Vagas — total dos três cargos | 1.315 (45 Delegado, 1.200 Agente, 70 Escrivão) |
Remuneração — Delegado | R$ 10.930,51 (valor do edital de 2024) |
Escolaridade — Delegado | Nível superior em Direito |
Banca organizadora | Em atualização — contratação em andamento |
Período de inscrição | Em atualização |
Taxa de inscrição | Em atualização |
Data da prova | Em atualização — previsão declarada pelo secretário: 1º trimestre de 2027 |
Ato de referência | Portaria Conjunta SAD/SDS nº 284, de 25/08/2026, publicada no Diário Oficial do Estado de Pernambuco de 26/08/2026 (Ano CX, nº 156) |
Os dados acima são os que sustentam qualquer planejamento neste momento. Repare que a maior parte das informações decisivas — inscrição, taxa, data de prova, conteúdo programático oficial — só existirá quando o edital for publicado. É exatamente por isso que a leitura correta da fase atual importa tanto.
O que a comissão formada significa para o edital PC PE Delegado
A Portaria Conjunta SAD/SDS nº 284, de 25 de agosto de 2026, instituiu a comissão coordenadora responsável pela normatização e pelo acompanhamento da execução do concurso público para provimento de 45 vagas de Delegado de Polícia da Polícia Civil de Pernambuco.
No mesmo dia, a Portaria Conjunta SAD/SDS nº 285 instituiu a comissão responsável pelas seleções de Agente de Polícia (1.200 vagas) e Escrivão de Polícia (70 vagas).
A comissão do concurso de Delegado é composta por representantes da Secretaria de Administração (SAD), da Secretaria de Defesa Social (SDS) e da própria Polícia Civil:
Luciana Oliveira Pires — presidente
Juliana Maria Pimentel Raulino de Souza
Leonardo Henrique Fernandes Bezerra
Tarciana Bezerra Pessoa Guerra
Sylvana Teixeira Lellis
Andréa Busch Boregas
Albércia Menezes Guimarães
Na prática, a formação da comissão é o passo administrativo que antecede a definição da banca e a redação do edital. Ela não fixa data de prova nem cronograma, mas indica que o certame saiu do campo da intenção e entrou no da execução. A contratação da banca organizadora, segundo declarações do governo do estado, seguia em andamento, sem definição publicada até o momento.
Leia mais: Como ser Delegado de Polícia: Guia Completo 2026
O que faz um Delegado de Polícia da PC PE
A Polícia Civil de Pernambuco exerce com exclusividade as funções de polícia judiciária e investigação criminal no estado, apurando infrações penais que não sejam de competência da União. A instituição é dirigida por Delegados de Polícia de carreira.
Ao cargo de Delegado compete dirigir, supervisionar, coordenar, planejar, orientar, executar e controlar a administração policial civil estadual, além de conduzir investigações e operações policiais e de instaurar e presidir procedimentos policiais.
O cargo mais elevado da estrutura é o de Delegado-Geral de Polícia Civil, responsável pela direção máxima da instituição — o que dá ao concurso um horizonte de carreira que vai muito além da entrada.
Requisitos do cargo de Delegado no concurso PC PE
Os requisitos abaixo constam do último edital do certame, de 2024. Eles costumam se repetir, mas só a publicação do novo edital os confirma.
Diploma de curso superior de bacharelado em Direito
Carteira Nacional de Habilitação, no mínimo categoria B
Três anos de prática jurídica ou de atividade policial, comprovados no ato da posse
Quanto à idade, a legislação estadual e os editais recentes exigem no mínimo 18 anos completos na data da posse, sem limite máximo de idade, desde que cumpridos os demais requisitos previstos em edital.
Vale um alerta de método aqui: o requisito dos três anos de prática jurídica é o que mais costuma pegar candidatos de surpresa perto da posse. Confira sua contagem antes de investir a preparação inteira nesse cargo.
Estrutura das fases do concurso PC PE Delegado
A estrutura descrita a seguir é a do edital de 2024 e serve como referência de estudo, não como garantia do próximo certame!
O concurso foi organizado em duas etapas. Na primeira, para o cargo de Delegado:
Prova objetiva — eliminatória e classificatória
Prova discursiva — eliminatória e classificatória
Exames médicos — eliminatórios
Prova de capacidade física — eliminatória
Avaliação psicológica — eliminatória
Investigação social — eliminatória
Prova oral — eliminatória e classificatória, exclusiva do cargo de Delegado
Avaliação de títulos — classificatória, exclusiva do cargo de Delegado
A segunda etapa é o Curso de Formação Profissional, de caráter eliminatório, com 100 pontos, exigência de média 60 por matéria, média global 60 e frequência mínima de 75% das aulas.
Repare em dois pontos que separam o cargo de Delegado dos demais: a prova oral e a peça prático-profissional na discursiva. São duas fases que quase ninguém treina no tempo certo, porque parecem distantes — e que decidem posição na classificação final.
A prova objetiva de Delegado valeu 100 pontos, com eliminação de quem obteve nota inferior a 40. A discursiva também valeu 100 pontos, divididos em duas questões de até 10 linhas (15 pontos cada) e uma peça prático-profissional de até 60 linhas (70 pontos), cobrando Direito Constitucional, Direito Penal, Direito Processual Penal e Legislação Penal e Processual Penal Extravagante.
Já a prova de capacidade física seguiu os seguintes índices:
Teste | Feminino | Masculino |
|---|---|---|
Flexão de braço na barra fixa | — | 3 repetições |
Barra estática | 15 segundos | — |
Impulsão horizontal | 1,35 m | 1,65 m |
Natação (50 m) | 80 segundos | 70 segundos |
Corrida de 12 minutos | 1.800 m | 2.200 m |
O TAF é eliminatório e não admite recuperação depois. Quem começa a preparação física com a teórica chega à fase sem sobressaltos; quem deixa para o final normalmente descobre tarde demais que a natação era o problema.
Conteúdo programático do último edital PC PE Delegado
A prova objetiva de Delegado de 2024 distribuiu 100 questões da seguinte forma:
Direito Penal — 14 questões
Direito Processual Penal — 14 questões
Direito Constitucional — 12 questões
Direito Administrativo — 12 questões
Legislação Penal e Processual Penal Extravagante — 10 questões
Medicina Legal — 6 questões
Direito Civil e Empresarial — 6 questões
Direito Processual Civil — 6 questões
Legislação Estadual — 5 questões
Criminologia — 5 questões
Direito Tributário — 5 questões
Direito Ambiental — 5 questões
O desenho mostra onde está o peso real: Penal e Processual Penal somam 28 questões, ee,com a legislação eextravagante,chegam a 38 — mais de um terço da prova. Constitucional e Administrativo somam outras 24. As disciplinas menores existem, cobram poucas questões e não devem consumir o mesmo tempo das principais.
O conteúdo programático do novo certame permanece em atualização e só será oficial com a publicação do edital.
Como se preparar para o edital PC PE Delegado antes da publicação
Esta é a fase mais mal aproveitada de qualquer concurso. O candidato espera o edital para começar, e, quando ele sai, sobram poucos meses para cobrir uma matéria que leva anos.
O caminho que ensinamos na Escola Até a Aprovação parte de três decisões práticas:
Escolha um material base e seja fiel a ele. Não se estuda uma matéria; estuda-se um material. Os Cadernos em Poesia existem exatamente para isso: material único, hierarquizado e sintético, com a marcação já embutida.
Organize o ciclo por uma matéria por dia, um dia por matéria. Comece pelas principais — no caso de Delegado, Penal, Processual Penal, Constitucional e Administrativo — e mantenha as acessórias aquecidas ao longo da semana.
Estude para decorar, não para ler. É o que sustenta o Método das Duas Memórias: memória visual, construída pela marcação e pela hierarquização do material, e memória recente, mantida pela revisão interna e externa.
Quando o edital for publicado, o ajuste fino do conteúdo é feito pelos Módulos Sob Medida, que adaptam o material ao certame específico sem que você recomece do zero. O que não dá para recuperar é o tempo de base perdido esperando.
Comece a estudar para o PC PE agora
Você não precisa do edital publicado para começar a construir o Direito que a prova de Delegado cobra. Precisa de um método que não desperdice o tempo entre hoje e a publicação.
Conheça o Método Até a Aprovação e como estruturar melhor sua rotina de estudos.







